segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Fernando Neto

Tive o privilégio de ser pegado ao colo por ele no Parque Mayer onde eu morava e ele representava. Ele chamava-me o “Neto dos Matrecos” devido ao meu estatuto de campeão infantil do Parque Mayer.

Encontrei-o mais tarde em 1977 na “ Visita da Cornélia” como concorrente eliminado na pré selecção mas que mesmo assim “obrigou” o José Fanha a ler em sessão de concurso um soneto meu intitulado “A Preguiça”. Um dos momentos mais marcantes da minha juventude.

A última vez que estive com ele foi também num concurso mas aí como concorrente seleccionado no “Vamos Caçar Mentiras” um concurso no âmbito da 17ª Exposição de Arte Ciência e Cultura.

Ficam na minha mente o sorriso de menino aliado aos olhos de malandro.

Enquanto ele não vem façam o favor de divulgarem a vida saboroso que ele viveu e os ensinamentos que nos deixou.

Morreu Raul Solnado? Não, apenas se ausentou por uma temporada.

Fernando Neto, Canas Em Peso, 10/08/2009

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